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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Terapia Anti Supressão - Anaglifos

Terapia Anti Supressão - Anaglifos

Podemos também usar os anaglifos para verificar se existe supressão e ajudar a eliminar-la, com a ajuda de estímulos de diferentes cores e anaglifos de fusão de primeiro grau.

Utilizaremos então placas de plástico vermelho/verde que tem dois círculos grandes e na parte central alinhados verticalmente um quadrado vermelho, no centro um x sem cor e um circulo em baixo verde.

Procedimento:
  1. O paciente coloca os óculos vermelho/verde (lente vermelha olho direito) e observa os objetos pequenos a cerca de 40 cm dos seus olhos. Se vê unicamente com o olho direito, verá o quadrado e o x. Pelo contrário se vê somente com o olho esquerdo vê o x e o O. Se não suprimir verá os três objetos verticalmente alinhados. 
  2. O X não tem cor para poder ser visto com os dois olhos e servir como base de fusão tanto horizontal como verticalmente. Assim também se pode avaliar se existe alguma heteroforia.
  3. Teremos de analisar a supressão e alinhamento a várias distâncias. Depois dependendo do resultado vamos treinar com os anaglifos até obter fusão e treinar a convergência e divergência a várias distâncias.
  4. Temos também de controlar a supressão com os círculos vermelhos de cima e os verdes de baixo, que devem ser vistos sempre a todo o momento.


Com os anaglifos podemos também treinar os seguimentos, fixações e tratamentos de acomodação para o controlo da supressão.

Terapia Anti Supressão - Diplopia Fisiológica

O paciente que de alguma forma apresenta supressão, terá de tratá-la antes de avançar para as técnicas de binocularidade e de motilidade ocular. Aqui irei colocar as técnicas utilizadas em pacientes com supressões pouco severas, como as que se encontram nas heteroforias, que também podem ser utilizadas nas supressões de pacientes estrábicos ou ambliopes. 

Muitas das técnicas utilizadas para trabalhar a motilidade ocular e acomodação realizando-se de forma dissociada tratam também a supressão. A melhora das habilidades monoculares de acomodação e motilidade ocular podem também ajudar na eliminação da supressão.

Uma vez eliminada a supressão, podem ser realizadas as técnicas binoculares de acomodação, binocularidade e motilidade ocular.

Diplopia Fisiológica

Ao fixar um objecto próximo, percebem-se os objetos que se encontram mais longes em diplopia homônima. Analogamente, ao fixar um ponto mais longe, percebem-se os objetos mais próximos em diplopia cruzada. Se uma pessoa tem supressão perde esta habilidade na percepção da diplopia (visão dupla). Muitos dos exercícios de supressão se baseiam neste principio para treinar esta habilidade fisiológica.

1. Corda de Brock

É uma corda branca com cerca de 2 metros ou mais, com 3 bolas de cores diferentes que se podem mover ao longo da corda. 

Coloca-se uma bola perto do nariz do paciente a cerca de 30/40 cm, outra a cerca de 80 a 100 cm e a outra mais à frente a cerca de 1.50m. Um dos extremos da corda apoia no nariz do paciente e o outro estará preso a um objecto ou foróptero.

O paciente terá de ir alternando a fixação entre as distintas bolas, percebendo sempre a diplopia causada nas não fixadas.

Para treinar em casa ou caso não tenha esta corda pode-se utilizar três objetos distintos a diferentes distâncias, ou luzes de fixação.

2. Corda de Brock com filtro vermelho/verde

Procede-se da mesma forma que o anterior mas com os óculos com filtros vermelho/verde colocado no paciente. E coloca-se uma bola num ponto próximo a 40 cm e outra mais longe a cerca de 1m ou mais.

Aqui poderá ver o execrcicio completo com corda de Brock.

3. Diplopia com espelho
  1. O paciente deve estar a uns 60-80 cm de um espelho, com uma pequena cartolina branca que tem um grande ponto vermelho num lado e um grande ponto verde no outro.
  2. A cartolina deve estar a uns 30 cm diante dos olhos do paciente de forma a observar o ponto que está à sua frente, vermelho por exemplo, e perceba a imagem do ponto verde refletida no espelho com diplopia homônima.
  3. Da mesma forma quando olhar para o ponto verde refletido no espelho, perceberá o ponto vermelho em diplopia cruzada.
  4. O paciente tem de ir alternando a fixação entre os dois pontos.
  5. Também pode variar a distância da cartolina, para melhorar a amplitude de convergência.
  6. Quando o paciente não observar duas imagens deve pestanejar os olhos rapidamente ou abanar a cartolina para estimular os olhos.
Este método pode ser facilmente utilizado pelo paciente em casa.