segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Treinar Seguimentos - Ponteiro e Anaglifos

Vamos treinar os seguimentos com um ponteiro ou lápis e anaglifos base externa, como forma de melhorar a coordenação olho mão e melhorar a profundidade.

Utilizaremos então placas de plástico vermelho/verde (anaglifos) que tem dois círculos grandes e na parte central alinhados verticalmente um quadrado vermelho, no centro um x sem cor e um circulo em baixo verde.

Procedimento:
  1. Colocar os óculos vermelho e verde e comprovar que se vê os três elementos dentro do circulo, o quadrado o X e o circulo. Separe os anaglifos para a base externa parecendo que os anéis estão mais perto.
  2. Coloque o ponteiro em frente do circulo. Mova o ponteira dez vezes ao longo do circulo, numa direção.
  3. Siga o circulo na outra direção também dez vezes. Mova o ponteiro lenta e constantemente.
  4. Mude de mão e repita o processo.
  5. Esforce-se em ter consciência de toda a imagem e dos objetos que o rodeiam.
  6. Aumente a base externa, aumentando a dificuldade. Pode-se também utilizar lentes positivas para aumentar a exigência.
Treinar Seguimentos e Divergência:
  1. Efetuar todos os passos anteriores mas movendo o anaglifo com base interna. O ponteiro deve ser colocado atrás do anaglifo. Terá que ter a sensação que o circulo está mais distante e que o ponteiro está a frente deste, quando na verdade acontece o contrário.
  2. Siga o circule com o ponteiro numa direção cerca de dez vezes e depois na outra direção.
  3. Aumente a base interna, aumentando a dificuldade.


Exercícios com a Bola de Marsden e bastão de várias cores

No seguimento dos exercícios para os seguimentos com a bola de Marsden, temos agora exercícios mais completos com a bola e o Visual Motor Control (VMC) Bat. Que é nada mais nada menos que um bastão de madeira com cerca de 92 cm e um diâmetro de 2,5 cm. E está dividido em várias secções por cores. Uma das opções é verde, amarelo, vermelho, verde, amarelo, vermelho.


O paciente, segurará o bastão de madeira e dará golpes na bola com ele, movendo as mãos em diversas posições. Pode-se segurar no bastão com as palmas das mãos para cima ou para baixo, e pode mover-se o bastão em diversas posições da direita até cima, e da esquerda até baixo ou vice versa. Existe um numero infinito de movimentos que poderemos fazer.

Com este exercício tenta-se estabelecer uma coordenação entre o sistema visual e uma grande variedade de padrões de movimentos motores. Quando um olho e uma mão se unem para realizar uma tarefa, não existem dois sistemas, mas sim um conjunto coordenado.

Procedimento:
  1. Colocar o paciente a cerca de 85 a 110 cm da bola a segurar o bastão, com as palmas da mão na banda verde. Balanceia-se a bola até o paciente e ele terá de golpear a bola sempre que esta se aproximar. Terá de enviar a bola na direção que lhe for indicado. 
  2. Colocar as mãos sobre as bandas amarelas e continuar a dar golpes na bola.
  3. Colocar as mãos na banda vermelha e continuar a dar golpes agora utilizando o extremo do bastão e o centro do bastão.
  4. Com a mão esquerda segure a banda verde do extremo esquerdo e com a mão direita a banda vermelha do extremo direito. Continuar a dar golpes na bola( com ambas as palmas das mãos para cima, depois para baixo, depois com a direita para cima e a esquerda para baixo ou vice versa).
  5. Dê golpes na bola com a banda amarela do extremo direito do bastão e logo depois com a banda amarela do extremo esquerdo.
  6. Vá dando instruções alternadas, para golpear a bola com a banda vermelha do lado direito e a banda verde do lado esquerdo.
  7. Coloque as mãos sobre a banda vermelha e golpeie com as bandas amarelas. Alterne de lado a lado.
  8. Segure o bastão como um taco de baseball e dê golpes na bola com as diferentes bandas de cores, isto será bom para a percepção de profundidade.
Resumo:
  1. Golpear a bola sem a perder
  2. Golpear com determinada cor
  3. Golpear com determinado lado e cor, exemplo lado direito com banda verde e lado esquerdo com banda amarela.
  4. Golpear uma sequencia de cores e lados, exemplo direito verde, esquerdo vermelho, direito verde...
  5. Golpear com determinado lado e cor para direção indicada.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Terapia da Motilidade Ocular - Seguimentos

O propósito dos seguimentos é desenvolver a habilidade de mover os olhos de maneira suave e sem esforço. Esta atividade requer uma boa coordenação entre os seis pequenos músculos de cada olho. É importante realizar movimentos suaves tanto com objetos que requiram pouca concentração, como pode ser uma lanterna, como com objetos que exijam mais atenção como uma carta.

1. Luz Pontual

Este método baseia-se em deslocar um objecto de interesse (lanterna, lápis, depressor de língua com imagem ou outro) no campo visual do paciente para que ele o siga com os olhos de uma forma suave e precisa sem nunca movimentar a cabeça. Também se utiliza cartolinas com caminhos para que o paciente os siga. 

Primeiro tem de se trabalhar os movimentos monoculares e depois os binoculares. Podem-se fazer estes testes em casa ou no consultório.

Procedimento:
  1. O paciente coloca-se de pé em frente ao instrutor e, com um oclusor num olho,. Com o outro olho segue a luz da lanterna ou objeto, sem mover mais nenhuma parte do corpo. 
  2. A lanterna deve mover-se suavemente na horizontal, do dado direito para o lado esquerdo e vice-versa sempre com movimentos suaves. Depois na  vertical, para cima e para baixo, na diagonal, em círculos e em oitos.
  3. Repetir com o outro olho e depois de forma binocular.
Três minutos por dia em cada olho é o suficiente. O importante é fazer este exercício diariamente até que as habilidades de seguimento forem alcançadas e depois diminuir para 2 vezes por semana e por ai adiante.

2. Seguimentos com os olhos Fechados

É importante que o cérebro saiba a posição e direção em que apontam os olhos a todo o instante.

Procedimento:
  1. Coloque o polegar diante dos olhos. Fixe o dedo, feche os olhos e visualize-o na sua mente. Sinta que os olhos fixam o dedo mesmo com eles fechados.
  2. Mova o se dedo para a frente e para trás, para o lado direito e esquerdo, em movimentos diagonais e circulares, sempre seguindo o dedo com os olhos fechados. Faça 5 movimentos em cada direção, sempre com movimentos suaves.
  3. Levante o braço e tente visualizar a unha do seu dedo, faça o movimento para baixo com a mesma intenção. 
  4. Mova o braço fazendo grandes círculos e siga-os com os olhos fechados.
  5. Abra ocasionalmente os seus olhos e comprove que está a olhar para a unha do dedo.
  6. Enquanto segue o dedo tente visualizar os objetos que estão ao seu redor.
3. Corda de Brock

Outro movimento de seguimento de grande amplitude pode ser pegar na corda de brock e fazer movimentos de rotação enquanto o paciente mantem a fixação entre as diferentes bolas.

Veja aqui mais exercícios com a corda de Brock.

4. Bola de Marsden

Com a bola vamos treinar os movimentos de grande amplitude. Baseia-se numa bola presa por uma corda (e esta presa ao teto) e em fazer deslocar a bola em movimentos pendulares. A bola tem letras ou números escritos, que servem como objetos de fixação. O paciente deve manter a atenção sobre a letra ou figura enquanto a bola se desloca em diferentes direções.

Veja mais aqui exercícios com a bola de Marsden

Outro movimento de seguimento de grande amplitude pode ser pegar na corda de brock e fazer movimentos de rotação enquanto o paciente mantem a fixação entre as diferentes bolas.

Treinar Seguimentos - Bola de Marsden

Bola de Marsden

Com a bola vamos treinar os movimentos de grande amplitude. Baseia-se numa bola presa por uma corda (e esta presa ao teto) e em fazer deslocar a bola em movimentos pendulares. A bola tem letras ou números escritos, que servem como objetos de fixação. O paciente deve manter a atenção sobre a letra ou figura enquanto a bola se desloca em diferentes direções.

Terapia Monocular:
  1. Monocular OD. O paciente está de pé, com uma mão direita a tapar o olho direito e a fixar a bola a cerca de 40 cm dos olhos. A cabeça deve estar numa posição recta. Se a cabeça estiver inclinada, o paciente deve manter o equilíbrio com algo sobre a sua cabeça. Com a mão esquerda vai mover a bola em diferentes direções, para a frente e para trás, para a direita e esquerda e na diagonal.
  2. Monocular OE. Agora vai repetir o procedimento mas a tapar o olho esquerdo com a mão esquerda. Se for mais fácil o optometrista fará os movimentos com a bola.
  3. Repetir estes passos com uma prancha de equilíbrio, ou se o paciente for capaz começar logo com ela.

Terapia Biocular:

  1. Biocular. O paciente vai segurar um separador (cartolina de 25 x25 cm)  no meio dos olhos sobre a linha do nariz, de forma a dividir o campo em duas partes iguais. Movemos a bola na horizontal, vertical e diagonal enquanto analisamos os seguimentos do paciente.
  2. Repetir estes passos com uma prancha de equilíbrio, ou se o paciente for capaz começar logo com ela.

Bola Em Rotação com paciente de Pé:

  1. Bola em Rotação. Levante a bola de forma que, quando o paciente está de pé a bola esteja ao nível dos seus olhos. Afaste um pouco a bola do paciente e dê um impulso rotacional para que dê uma volta completa sobre a sua cabeça. O paciente deve seguir a bola sempre que ela apareça no seu campo visual e até que desapareça, sem mover a cabeça. Repetir com movimento para o outro lado.

Baseball

  1. Baixa-se a bola até à cintura e dá-se dois tubo de cartão, por exemplo dos rolos de cozinha. Suspenderá  os tubos nas duas extremidades direita e esquerda e vai fazer balancear a bola para um lado para o outro com os tubos. Dá-se instruções para onde deve enviar a bola.
  2. Repetir estes passos com uma prancha de equilíbrio, ou se o paciente for capaz começar logo com ela.

Boxe, Futebol e Karaté

  1. Colocar a bola. De pé com a bola em frente á cara o paciente dá um golpe na direção que queira, mas com movimentos suaves.  Dar golpes com o punho e mantê-la sobre fixação.
  2. Depois pode abrir a mão e dar um golpe com a palma da mesma.
  3. Alternar entre mão esquerda e direita e entre punho e palma da mão.
  4. Dar golpes só com a mão esquerda e depois somente com a direita. 
  5. Dar golpes com a mão que optometrista mandar e da forma que ordenar. Quanto mais perto está a bola quando se dá a ordem mais rapidez é requerida para discriminar a direita da esquerda.
  6. Baixe a bola de forma a conseguir dar pontapés. Efetue o mesmo procedimento de quando deu murros. Deve-se ir variando a altura da bola.
  7. Dê indicações para dar com os dedos, parte lateral e  direito/esquerdo.
  8. A bola deve encontrar-se ao nível do peito, golpeie a bola ao estilo karaté usando o lado da mão.
Dar golpes na bola com várias artes do corpo desenvolve-se a consciência da posição do corpo e uma relação espacial, sendo importante na cordenação olho-mão.

Com o paciente Deitado no chão
  1. Com o paciente deitado no chão.  Os olhos devem estar centrados com a bola a uma distancia de 40 cm. Fazer mover a bola em diferentes direções, direita/esquerda, cabeça/pé, diagonal direita/esquerda, diagonal esquerda/direita.
  2. Com o paciente deitado no chão e bola em rotações. Fazer movimentos circulares com a bola para um lado depois no sentido inverso. O paciente deverá manter a fixação na bola. Começar com círculos pequenos e suaves. Aumentar o tamanho do circulo conforme a habilidade para seguir a bola progrida.
Há um sem números de exercícios que se podem realizar com a bola, tentando tocar a bola com os cotovelas enquanto os braços estão cruzados atrás da cabeça, fazer seguimentos a saltar num trampolim, tocar na bola com várias partes do corpo, como nariz, orelhas, cintura, joelhos, etc. É preciso é imaginação.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Terapia da Motilidade Ocular

Para uma boa realização da terapia visual deve-se sempre começar com os exercícios mais simples, por isto a terapia da motilidade ocular está dividida em diferentes fases, para evitar frustração e cansaço por parte do paciente.

Primeira Fase:

Recomenda-se começar com exercícios mais simples e deve-se começar a terapia de forma monocular e quando ambos os olhos consigam obter as habilidades pretendidas avança-se para a terapia binocular.
  1. Sacádicos de grande amplitude, que são os movimentos mais fáceis de treinar, como alternar a fixação entre dois objetos ou tabelas. O objectivo é conseguir precisão, suavidade e ritmo.
  2. Seguimentos lentos e de pequena amplitude. Ao contrário dos sacádicos o movimento de seguimento é mais fácil começar com os de pequena amplitude que são mais fáceis de executar e controlar. Pretende-se que o paciente faça seguimentos de um objeto, estrada etc, com movimentos suaves, sem intrusões sacadicas, precisos e com fixação estável.
  3. Acomodação. Com frequência os transtornos da motilidade ocular vem associados a disfunções leves em outras áreas do sistema visual, por isso é importante treinar a acomodação antes de passar à seguinte fase. Podemos utilizar flippers esféricos e tabelas de harts, alternando entre visão de longe e perto.
Segunda Fase:

Aqui nesta fase iremos aumentar a dificuldade com movimentos dos olhos mais complexos e treinando a acomodação binocularmente e as vergências.
  1. Sacádicos de pequena amplitde. Fazer execícios para procurar as diferenças, sopas de letras ou números, etc.
  2. Seguimentos de grande amplitude. Podemos utilizar a bola de Marsden, realizar movimentos de rotação com a corda de Brock, etc
  3. Acomodação. Com as técnicas habituais mas binocularmente.
  4. Convergência - Divergência.  Treino com anaglifos fixos, variáveis e polarizados, régua de abertura, instrumentos estereoscópicos, etc.
  5. Treinar outras habilidades Visuais. Como muitas vezes o treino é deicado a crianças deve-se então treinar também a memoria visual, coordenação olho-mão, velocidade de resposta, etc.
Terceira Fase:

Na terceira fase combinam-se exercícios de movimentos sacádicos, de seguimentos, acomodação e convergência, em conjunto com o equilíbrio, ritmo, etc.

Procedimento Ordenada da Terapia da Motilidade Ocular:
  1. Sacádicos de grande a pequena amplitude.
  2. Seguimentos de pequena a grande amplitude
  3. De movimentos lentos a rápidos
  4. De terapia monocular a binocular
  5. Eliminar os movimentos de cabeça
  6. Interação audição - visão: ritmo
  7. Incluir equilibrio

Terapia Anti Supressão - Anaglifos

Terapia Anti Supressão - Anaglifos

Podemos também usar os anaglifos para verificar se existe supressão e ajudar a eliminar-la, com a ajuda de estímulos de diferentes cores e anaglifos de fusão de primeiro grau.

Utilizaremos então placas de plástico vermelho/verde que tem dois círculos grandes e na parte central alinhados verticalmente um quadrado vermelho, no centro um x sem cor e um circulo em baixo verde.

Procedimento:
  1. O paciente coloca os óculos vermelho/verde (lente vermelha olho direito) e observa os objetos pequenos a cerca de 40 cm dos seus olhos. Se vê unicamente com o olho direito, verá o quadrado e o x. Pelo contrário se vê somente com o olho esquerdo vê o x e o O. Se não suprimir verá os três objetos verticalmente alinhados. 
  2. O X não tem cor para poder ser visto com os dois olhos e servir como base de fusão tanto horizontal como verticalmente. Assim também se pode avaliar se existe alguma heteroforia.
  3. Teremos de analisar a supressão e alinhamento a várias distâncias. Depois dependendo do resultado vamos treinar com os anaglifos até obter fusão e treinar a convergência e divergência a várias distâncias.
  4. Temos também de controlar a supressão com os círculos vermelhos de cima e os verdes de baixo, que devem ser vistos sempre a todo o momento.


Com os anaglifos podemos também treinar os seguimentos, fixações e tratamentos de acomodação para o controlo da supressão.

Terapia Anti Supressão - Diplopia Fisiológica

O paciente que de alguma forma apresenta supressão, terá de tratá-la antes de avançar para as técnicas de binocularidade e de motilidade ocular. Aqui irei colocar as técnicas utilizadas em pacientes com supressões pouco severas, como as que se encontram nas heteroforias, que também podem ser utilizadas nas supressões de pacientes estrábicos ou ambliopes. 

Muitas das técnicas utilizadas para trabalhar a motilidade ocular e acomodação realizando-se de forma dissociada tratam também a supressão. A melhora das habilidades monoculares de acomodação e motilidade ocular podem também ajudar na eliminação da supressão.

Uma vez eliminada a supressão, podem ser realizadas as técnicas binoculares de acomodação, binocularidade e motilidade ocular.

Diplopia Fisiológica

Ao fixar um objecto próximo, percebem-se os objetos que se encontram mais longes em diplopia homônima. Analogamente, ao fixar um ponto mais longe, percebem-se os objetos mais próximos em diplopia cruzada. Se uma pessoa tem supressão perde esta habilidade na percepção da diplopia (visão dupla). Muitos dos exercícios de supressão se baseiam neste principio para treinar esta habilidade fisiológica.

1. Corda de Brock

É uma corda branca com cerca de 2 metros ou mais, com 3 bolas de cores diferentes que se podem mover ao longo da corda. 

Coloca-se uma bola perto do nariz do paciente a cerca de 30/40 cm, outra a cerca de 80 a 100 cm e a outra mais à frente a cerca de 1.50m. Um dos extremos da corda apoia no nariz do paciente e o outro estará preso a um objecto ou foróptero.

O paciente terá de ir alternando a fixação entre as distintas bolas, percebendo sempre a diplopia causada nas não fixadas.

Para treinar em casa ou caso não tenha esta corda pode-se utilizar três objetos distintos a diferentes distâncias, ou luzes de fixação.

2. Corda de Brock com filtro vermelho/verde

Procede-se da mesma forma que o anterior mas com os óculos com filtros vermelho/verde colocado no paciente. E coloca-se uma bola num ponto próximo a 40 cm e outra mais longe a cerca de 1m ou mais.

Aqui poderá ver o execrcicio completo com corda de Brock.

3. Diplopia com espelho
  1. O paciente deve estar a uns 60-80 cm de um espelho, com uma pequena cartolina branca que tem um grande ponto vermelho num lado e um grande ponto verde no outro.
  2. A cartolina deve estar a uns 30 cm diante dos olhos do paciente de forma a observar o ponto que está à sua frente, vermelho por exemplo, e perceba a imagem do ponto verde refletida no espelho com diplopia homônima.
  3. Da mesma forma quando olhar para o ponto verde refletido no espelho, perceberá o ponto vermelho em diplopia cruzada.
  4. O paciente tem de ir alternando a fixação entre os dois pontos.
  5. Também pode variar a distância da cartolina, para melhorar a amplitude de convergência.
  6. Quando o paciente não observar duas imagens deve pestanejar os olhos rapidamente ou abanar a cartolina para estimular os olhos.
Este método pode ser facilmente utilizado pelo paciente em casa.